O que são os cinco princípios do Reiki?

A descrição que vos deixo abaixo sobre os cinco princípios do Reiki faz parte do meu manual do curso de nível I do Reiki.

Este curso está disponível mediante agendamento. Podem conhecer o programa aqui. O valor do curso pode ser faseado. Reiki é para todos.

Os meus contactos são: 915628413; marciaaires.crestina@gmail.com. Sigam o facebook do borboletar e acompanhem os vídeos de ajuda e acompanhamento aqui.

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Os 5 princípios do Reiki

Só por hoje

Só por hoje porque o hoje é a cada instante e é a cada momento que podemos Ser… não podemos ser antes, nem depois, tão-pouco no minuto  a seguir – o poder de saber o que vem a seguir não nos é dado neste corpo e é por isso que, não raras vezes, nos sentimos impotentes ou inadequados: viajamos para esferas que não estão no nosso domínio. É só agora que podemos Ser e, já dizia Parménides, a verdade é quando “Pensar e Ser são o mesmo”. Na mesma linha, “Um Curso Em Milagres” enuncia, como já vimos que “Ser e Ter são mesmo”, isto é, ser quem somos, ser a verdade em nós confere-nos tudo o que precisamos. Para guiarmos o nosso pensamento, estes cinco princípios podem ajudar-nos. Também podemos (e devemos) pedir ao nosso Eu Superior (ou guias que nos sejam próximos) que nos ordenem e guiem os pensamentos.

Enumerando, agora os princípios:

Segundo a regra reikiana, os princípios são enumerados da seguinte forma: Sou Calmo, Confio, Sou Grato, Trabalho Honestamente, Sou Bondoso.

Acreditamos, porém, que esta é uma experiência pessoal de aprendizagem e que, enumerar “à nossa maneira” nos permite perceber o que é mais fácil para nós e o que, frequentemente, nos esquecemos ou nos é mais difícil fazer. Na minha jornada, por exemplo, percebi que a gratidão era um motor de manifestação de coisas boas na minha vida e, por isso, este princípio é o que me lembro em primeiro lugar. Já confiar aparecia sempre no fim da enunciação; este princípio veio a revelar-se dos mais difíceis de praticar, Confiar na fonte criadora que tudo sabe. Hoje sei que não confiar é arrogância e visão enfraquecida de nós mesmos e que, ao confiar, convidei múltiplos milagres a entrar na minha vida (desde atividades e profissões novas com novas fontes de rendimento até ao encontro de um amor muito especial na minha vida e à mudança de paradigma nas crenças que tinha).

 

Sou Grato

Gratidão por tudo. Por tudo o que nos é dado e por tudo o que ainda não vimos, porque nós ainda não fomos capazes de nos abrir para receber. A gratidão permite-nos atrair dádivas. Se nos sentimos bem – energia de amor face ao que temos – vamos atrair mais essa sensação; ao sentirmo-nos bem com a nossa vida, vamos dizer ao universo, mais disto, mais desta emoção, desta energia… e o Universo atrairá para nós situações capazes de gerar a mesma sensação de bem-estar, na abundância criativa do que ele é feito. É dos sentimentos mais poderosos… une imagem (pensamento) com sentimento de felicidade, contentamento com o que a vida nos dá e atrai infinitas possibilidades, abrindo o leque de tudo o que o Universo nos quer dar, pois deixamo-lo livre para nos trazer o que é bom para nós. O Universo sabe melhor do que nós o que é bom para nós; é por isso que, em orações/preces, não devemos pedir pela coisa mas pela sensação – sentindo-a – que queremos. Assim, se eu quero ser abundante, vou pedir para sentir essa sensação de abundância em mim; o que o Universo vai fazer é trazer coisas que ele sabe que eu vou amar – mesmo que não saiba que amo – e que vão fazer de mim alguém abundante. Em vez de pedir por uma promoção no trabalho, um carro e uma casa. O sistema do ego é muito limitado, é terreno, não sabe que o Universo pode fazer-nos abundantes e prósperos a partir do que mais amamos. A troca? Ajudar os outros. Mas até isso ele nos traz (quem temos para ajudar; quando isso acontece, devemos perguntar: o que devo fazer por este irmão/ser?).

E a gratidão a Deus vem a ser a forma na qual Ele é lembrado, pois o amor não pode estar muito longe de um coração agradecido e de uma mente grata. Deus entra com facilidade, pois estas são as condições da tua volta ao lar.

In «Um Curso Em Milagres»

Sou Calmo

Na sequência do “Não me preocupo”, vai unir-se à arte de confiar. Estarmos calmos com o que acontece treina-se. E, como eu já disse, as coisas não nos acontecem, nós vemos/percecionamos as coisas a acontecer. A primeira ação é a certa, mas exige muito treino – toda a vida –; a segunda radica no conceito de projeção que é vermos as coisas com base no que elas nos parecem, nos fazem lembrar (raciocínio indutivo: A aconteceu no passado; A vai acontecer no Futuro; Vi A uma vez no passado. Isto parece-me A agora.). Normalmente, guardamos o que vimos atendendo a emoções passadas como medo, culpa… o que fazemos é projetar o que não aceitamos no passado ou não perdoamos em nós no que nos acontece lá fora. A projeção tem muito por onde se trabalhar. Mas neste princípio baste-nos saber que é estando calmos, confiando no que está a acontecer, que podemos ver como a coisa é. Na iminência do medo, vamos dizer: Eu só vejo o passado de X (situação particular). Eu quero ver X como ela realmente É.  E a Verdade virá e, assim, seremos calmos. Mais uma vez, isto pratica-se a cada instante.

 

Trabalho Honestamente

Trabalhar honestamente não é propriamente ter “trabalhos honestos”. Obviamente que também é, mas não é disso que se trata. Trabalhar honestamente significa, antes de mais, trabalhar de acordo com a nossa vontade e os nossos dons. Já dizia Picasso: “O propósito da nossa vida é descobrir o nosso dom, o segundo é dá-lo”. Ora bem, só quando nos alinharmos com isto é que vamos, de facto, perceber do quanto somos capazes de ajudar os outros… porque o nosso dom (o que quer que seja, cozinhar, pintar, costurar, conduzir um táxi, escrever, fazer terapia…) é único; ao exercermos o nosso dom, ninguém fará como nós… pode fazer diferente, mas igual nunca… porque o universo é sábio… a cada um deu uma tarefa e a cada “tarefeiro/trabalhador” confiou irmãos/seres humanos. O universo precisa que façamos a nossa parte… que sejamos honestos connosco, ao invés de sermos coniventes com as convenções… “Vou ser médica, porque tenho boas notas, tenho jeito para ciências e tenho emprego para a vida” é diferente de “Vou ser médica, porque amo ajudar pessoas, porque preciso de curar pessoas com a ciência que amo aprender, para me sentir sã”. Já Séneca dizia que o problema é quando o indivíduo vai na direção da multidão, o que conduz a um amontoado e a ilusões de escassez de oportunidades – as oportunidades existem para todos; estamos é a correr para os sítios/metas errados –. Para o filósofo é, muitas vezes, quando vamos na direção contrária da multidão que caminhamos para o lado certo.

 

Sou Bondoso (comigo e com todos)

A bondade é o nosso exercício diário de amor com o mundo. O acréscimo dos parêntesis tem a ver com um lembrete que nos convida a estarmos cientes que só conseguimos ser com o mundo o que somos connosco. Qualquer atitude ou sentimento que queiramos ter em relação ao mundo, tem de começar de nós para nós mesmos… somos o nosso primeiro espelho. Se não nos entendermos, não tivermos compaixão por nós mesmos, não vamos conseguir exercer isso com o outro… não conseguimos explicar o que é um A ou desenha-lo numa folha de papel (mundo), se ainda não soubermos, dentro de nós, dentro dos nossos contextos mentais, que um “A” é uma letra do abecedário e que se desenha de determinada forma. A forma tem de estar primeiro na nossa mente, temos de ser capazes de trabalhar com ela mentalmente para a poder trazer para o “o real”. A bondade, o amor, a compaixão, o que quisermos é igual. É por isso que muitas vezes projetamos raiva… é uma sensação que temos, frequentemente, em relação a nós próprios e o sistema do ego, que serve para nos “proteger” no sentido de defender (defender implica que achemos que vamos ser atacados; isso não é verdade, o ataque vem de nós mesmos), projeta-o para o mundo. O «Um Curso Em Milagres» fala disso, por exemplo, como “culpa” que vamos acumulando por coisas que achamos que fizemos mal (isto também não é verdade, porque nos convoca o passado e ele não existe; é uma formação mental) e, como não conseguimos lidar com ela, projetamo-la no outro. Ora, o que vamos fazer é usar o mecanismo da nossa mente, mas para ações que nos fazem bem. Trabalhar a bondade connosco, o amor-próprio (amor-próprio não é egoísmo; é, talvez, o nosso maior desafio… aceitarmo-nos como somos no momento… com tudo o que percecionamos… aceitar. Aquilo que vemos está lá por algum motivo – não há efeito sem causa – e, para acender a luz, precisamos de ver que estamos numa sala às escuras… é por isso que a viagem do auto-conhecimento é tão importante e poderosa… ela faz-nos perceber onde estamos às escuras, para que possamos acender a luz… até que a nossa cabeça e o nosso coração tenham cada vez mais “candeeiros acesos”… é isso que nos vai permitir levar luz ao mundo. Temos um amor em nós tão poderoso que é capaz de curar o mundo. Mas, para isso, vamos começar por nos curarmos a nós… é disso que se trata o nível I de Reiki.

 

Confio

Confiar é a base de tudo. Se não confiarmos, nenhum dos princípios funcionará nem a nossa vida andará no ritmo que deve. Confiar traz-nos o milagre da dádiva. É só ao confiar que recebemos. Confiar treina-se a todos os momentos. Sempre que sentirmos a nossa conexão mitigar-se, devemos dizer: “Entrego-te as resistências. Sei que não são verdade. Guia os meus pensamentos”. E a cura virá, sem que nos apercebamos que veio. Só vamos notar que não estamos a confiar, quando voltarmos a precisar de dizer isto. Sem problema. Mais uma vez digamos: Entrego-te as resistências. Sei que não são verdade. Guia os meus pensamentos”. No fim do dia, enunciamos uma vez mais os princípios e agradecemos a orientação dos nossos guias e da parte da nossa mente que nos ama e cuida de nós. Assim é.

Márcia Augusto, Terapeuta e Mestre de Reiki, Angeóloga e Psicógrafa, Filósofa e Escritora.
Márcia Augusto, Terapeuta e Mestre de Reiki, Angeóloga e Psicógrafa, Filósofa e Escritora.
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